Amigos em queda-livre – O inicio!!!

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Um salto para o desconhecido

Equipe de Sistemas da Kalunga enfrenta um desafio de arrepiar: “Saltam sozinhos de pára-quedas a mais de 4.000 pés de altura.”

Após um mês de planejamento e muita diversão, finalmente havia chegado o grande dia – 04 de abril ficaria marcado na lembrança e no coração dos corajosos que seguiram em direção a Piracicaba naquela manhã ensolarada.

Na estrada o misto de medo e ansiedade era o sentimento que dominava todos no carro, todas as conversas seguiam numa única direção: O grande desafio a ser enfrentado!!!

A chegada na área de saltos foi tranqüila – apresentações realizadas – era hora de encarar algumas horas de instruções antes de subir no avião. As horas passavam e as atividades se dividiam entre aulas teóricas, vídeos, práticas em equipamentos que simulavam o pára-quedas e treinamentos de procedimentos de emergência. Brincadeiras e momentos de concentração se mesclavam e pouco a pouco todos se envolviam cada vez mais com o esporte.

Era por volta das 16h quando, enfim, o instrutor finalizou: “…bom, é isso, fim de curso. Prontos para o salto?”

O frio na barriga neste momento é inevitável, uma mescla de excitação e medo é o sentimento que melhor define esse momento. Hora de tomar água, ir ao banheiro, escolher o macacão e se equipar (ato de vestir e checar o pára-quedas).

Fora do hangar ouve-se o barulho do motor do avião ser ligado, a boca seca e a adrenalina começa a correr nas veias. Lembro-me de uma frase que li na internet quando, dias atrás, procurava informações sobre o esporte:
“O pára-quedismo tem o poder de mudar a visão das pessoas sobre o mundo e sobre si mesmas. Em queda-livre enfrentamos os nossos instintos mais antigos e primitivos: o medo e a ansiedade.
O nosso instinto de sobrevivência fala alto quando pensamos em saltar pela primeira vez. É necessário o uso intenso do nosso lado pensante e racional para encararmos um desafio como esse. Ser pára-quedista não é para qualquer pessoa.”
– Fabio Diniz – Campeão Brasileiro da modalidade FQL.
Por segundos, parei, pensei e tomei minha decisão. Quando me dei conta caminhava em direção da aeronave, senti o coração acelerado enquanto o instrutor calmamente me checava antes do embarque, e com sorriso, quase sádico, no rosto me disse: “Ok. Pode embarcar.”

Com os cinco (quatro alunos e o instrutor) devidamente acomodados, o avião acelera o motor e segue para cabeceira da pista. Me esforço para olhar pela janela e vejo as pessoas lá fora acenando para nós. É a ultima coisa que me lembro da terra firme.

Já na cabeceira da pista o avião pede liberação para decolagem… a porta é fechada e lá vamos nós… o avião corre a pista e decola suavemente sobre Piracicaba. Nesse momento acho que todos se perguntam: “O que estou fazendo aqui dentro?!?!?”

Diferente do que eu pensava, dentro do avião subimos em silencio, acredito que neste momento único e tão íntimo, muitos pensamentos passam em nossas mentes quando decidimos encaram um desafio tão grande como esse. É, sem dúvida, a hora de uma reflexão inconsciente.

Um sinal de positivo do instrutor informa que está tudo ok e que em breve o avião vai “entrar na reta” (será a hora de “ir lá para fora”), todos se agitam… Passado um minuto o instrutor pergunta: “pronto para o salto” e a resposta determinada sai instantânea: “SIM”

A porta do avião é aberta e uma ventania toma conta da cabine, o estomago aperta, mas com muita garra me movimento em direção a porta do avião, coloco as pernas para fora e sentado na porta de um avião a mais de 4000 pés de altura não sinto mais medo. Debruço-me sobre a asa colocando todo meu corpo no vento, tiro os pés do estribo e, em poucos segundos, estou pendurado na asa do avião, voando, olhando para o instrutor aguardando o sinal…. e “ok”… lá vou eu, em queda… É meu primeiro salto!!!

E assim acontece com os 4… Não nos pergunte a sensação nessa hora… É de fato inexplicável, mais que mágico… É revelador!!!

Quando o pára-quedas abre é hora de demonstrar os sentimentos… são as mais diversas manifestação de felicidade, excitação e superação!!!

O vôo do pára-quedas é calmo, vejo a pista de pouso logo abaixo, escuto os parabéns e os comandos de rádio do instrutor de solo. Os cinco minutos da navegação são um prêmio a quem realiza um feito desse… O pouso suave no gramado combinado é realizado com sucesso.

Abraços e comemoração no solo…
Uma aventura fantástica…
Um dia inesquecível…
Um sonho realizado…

Como dizemos “nós pára-quedistas”:
“Não vejo a hora de me equipar de novo. Afinal o melhor salto é sempre o próximo!!!”

Mais informações sobre o esporte no portal PQD-Brasil (www.pqdbrasil.com.br)

Paz, amor e queda-livre…
Maurício Mancuzi



Equipe Kalunga reunida na área de saltos – Marcos, Leandro, Maurício, Ylton e Ricardo

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