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Para que um salto de demontração mostre toda a beleza do esporte é preciso estar atento a mais detalhes do que a maioria dos pára-quedistas podem imaginar.

Uma demonstração de pára-quedismo é uma forma de divulgar o esporte mostrando a beleza, simplicidade e segurança de um salto. No entanto, elas também podem acabar sendo motivo de descrença e de falta de seguidores do esporte. Para demonstrar, é preciso demonstrar bem e com segurança. Um salto de demonstração deve ser um show para quem assiste e uma prova de perícia para quem o executa. Por isso, um salto de demonstração (daqui por diante, o chamaremos de Demo) requer cuidados especiais na escolha de pára-quedistas, equipamentos e área de pouso.

Para que um salto de demontração mostre toda a beleza do esporte é preciso estar atento a mais detalhes do que a maioria dos pára-quedistas podem imaginar.

Uma demonstração de pára-quedismo é uma forma de divulgar o esporte mostrando a beleza, simplicidade e segurança de um salto. No entanto, elas também podem acabar sendo motivo de descrença e de falta de seguidores do esporte. Para demonstrar, é preciso demonstrar bem e com segurança. Um salto de demonstração deve ser um show para quem assiste e uma prova de perícia para quem o executa. Por isso, um salto de demonstração (daqui por diante, o chamaremos de Demo) requer cuidados especiais na escolha de pára-quedistas, equipamentos e área de pouso.
Para avaliar a possibilidade de saltar numa determinada área é necessário levar em consideração alguns pontos importantes. Levarei em conta características mais gerais, mas não menos importantes, como altitude topográfica do terreno, obstáculos naturais, urbanização (relevo urbano), estradas e meios de circulação, dimensões e zonas de aproximação (entradas). Além disso, as condições metereológicas no momento do salto intervirão decisivamente no sucesso e na realização do salto Demo.
Alguns princípios básicos devem ser seguidos para a escolha da zona para lançamento (ZL). Nos locais de relevo natural, s e a altitude da ZL é superior a 1.500 m, as condições são difíceis, sobretudo no verão. Nessas condições, o ar é pouco denso, provocando uma fraca sustentação do velame, o que aumenta significativamente a velocidade vertical; os lançamentos são muitas vezes impostos pela topografia do terreno; a altitude do salto é elevada (2.500 m para um salto a 1.000 m, por exemplo).

O relevo natural é um dos fatores que influencia as condições metereológicas e aerológicas. Outros fatores, tais como a insolação, a natureza dos solos e a repartição de temperaturas na massa de ar, também influenciam nas condições.
Uma saída na vertical de um relevo no terreno (monte, rochedo, pequena colina), por exemplo, implica uma redução na altura do salto igual à altura do relevo. É necessário levar isso em conta, pois deverá contar com a altura mínima de segurança para a abertura e procedimentos de emergência. A altura das árvores engana; certifique-se no solo da altura e da área que ocupam. Preste atenção ao tempo que levará a intervenção dos socorros em caso de necessidade.

Em locais urbanizadas, deve-se atentar para o pouso. O tamanho das ruas, coberturas, fios transversais, postes e árvores, devem ser levados em conta em um salto desse tipo. As zonas de alternativa numa cidade são poucas e difíceis de utilizar. Praças, áreas de estacionamento, estádios e áreas desportivas, jardins públicos e cemitérios são os lugares mais comuns.
Deve-se atentar também para o trânsito, para aglomerações de pessoas (é necessário usar barreiras na área de pouso), para áreas alternativas de pouso (aconselha-se que a área de pouso seja plana; se a área for inclinada, o pouso deverá ser realizado no sentido descendente da encosta).

As zonas de aproximação são um dos fatores decisivos na escolha de uma área de saltos. Normalmente se escuta dizer que “o fulano, campeão do mundo de precisão, pousava aqui nesta arena, pois no último campeonato fez 10 zeros consecutivos!”. No entanto, falamos de saltos de precisão efetuados para um local com excelentes ângulos de entrada (normalmente descampada) e com condições aerológicas e meteorológicas não muito variáveis.

Este local deve ser considerado a partir do limite da área de pouso e permitirá um ângulo de aproximação de pelo menos 30º livre de obstáculos altos e sobretudo dos mais perigosos, como linhas de alta tensão, centrais elétricas, estradas, linhas férreas, estaleiros e edifícios.
Compete a quem efetua o reconhecimento do local avaliar a periculosidade dos obstáculos. Levando em conta o local do salto, o eixo de aproximação e os locais de alternativa, deve ser efetuado um levantamento (croquis, fotos, vídeo) de tudo o que possa constituir perigo no acesso a qualquer dos locais pelos eixos escolhidos.

É indispensável o contato entre os elementos na aeronave e um responsável no solo. O rádio é o meio mais prático para coordenação entre terra e ar. Utilize-o apenas para dialogar assuntos referentes ao lançamento. Tente usar frases pré combinadas tais como “Não lance”, “Pronto para lançamento” etc. A utilização de um método alternativo para o caso de haver uma falha no rádio é altamente recomendável. Geralmente, emprega-se a marcação por telas.

As telas devem ser de cores chamativas e colocadas no solo, num local visível pré-estabelecido. A sinalização pode ser combinada pelos pára-quedistas e por um coordenador no solo. Por exemplo: Um T é autorização de salto. Paralelos ( I I), espere nova ordem. Se não existirem telas, não salte.

Hierarquicamente, a ordem de saída deverá ser dada por piloto (ordem para saltar/espaço desimpedido), responsável no solo (vento nos limites/tudo em ordem) e lançador. Uma biruta ou outro meio de indicar a direção do vento é indispensável na local de salto demo.
O papel do responsável no solo é determinante. É ele quem avalia se as condições meteorológicas permitem ou não efetuar os saltos. Também, não deve hesitar em seu cancelamento caso entenda que vai pôr em risco a segurança dos pára-quedistas.

O melhor determinador do arrasto do vento é a sonda. Deve ser lançada sobre o alvo e ser observada do avião pelo lançador e, se possível, por todos os pára-quedistas. Caso a sonda não tenha sido vista de bordo, o responsável no solo deve indicar com toda a precisão possível o local onde ela caíu. Se necessário, não hesite em lançar outra sonda. Só depois de se certificar de que conhece o arrasto (direção/intensidade) e o ponto onde caíu a sonda é que se deve proceder ao lançamento.

Para determinar a direção do vento, pode-se usar uma biruta de vento, uma pequena tira em tecido leve ou um dispositivo fumígeno que não deve ser incandescente ou com iniciação explosiva e deve ser mantido afastado do público. Como método alternativo, bandeiras e fumos de chaminés próximas podem indicar a direção do vento.

A premissa para a escolha de participantes deverá ser o grau de dificuldade do salto. Se os candidatos são numerosos e a especialidade varia (vôo relativo, relativo de velames, precisão), é possível definir o programa de salto para depois escolher os participantes capazes de o executar. Se os candidatos são poucos e se têm um nível técnico modesto é necessário primeiro escolher os participantes para depois definir um programa de saltos capaz de ser realizado.

O material utilizado
Considere-se três tipos de velame:
*Os de precisão de pouso, mais densos (tecido), pesados para manobrar, mais lentos e estáveis a baixas velocidades e que permitem aproximações verticais e de precisão (sem defesa em caso de ventos fortes).

*Os polivalentes, de características e performances médias (porosidade densa, velocidade média) que oferecem uma boa capacidade de penetração face ao vento e garantias de efetuar uma aproximação em segurança.

*Os rápidos de pouca porosidade (ou zero) e de grande velocidade, mas difíceis de controlar a baixa velocidade. Elas exigem aproximações a grande velocidade com ângulos muito planos e permitem uma boa penetração face ao vento, mas as finais são difíceis.

É necessário efetuar o programa tentando coordenar entre o que é possível fazer no salto e o que o público quer ver: a queda livre, a abertura do pára-quedas ou o pouso. É importante que os programas sejam simples. Programas mais complexos, como vôo relativo e relativo de velames, necessitam de uma competência e de um treino particular específico.
É necessário que o método de transporte de bandeiras seja bem estudado no solo, e em saltos de treino num aeródromo em local espaçosa onde efetue os seus saltos. Deverá ir bem acondicionada durante a queda livre e não impedir o normal funcionamento do pára-quedas principal e reserva. O sistema deverá dispor de um esquema de libertação simples que facilite a sua soltura tanto em queda livre quanto em vôo com velame. Leve consigo uma hook knife.

Fumígenos também podem ser utilizados na demonstração. Um sistema simples com dois aros metálicos permite facilmente transportá-los nos pés. Certifique-se de que não se soltam durante o salto, o que poderia trazer consequências graves.
Ponha de lado a hipótese de ele interferir no funcionamento normal dos pára-quedas. Acione-os apenas quando for para sair (um segundo antes é suficiente) e cuide para que velames ou outros tecidos não toquem nos invólucros após o pouso, pois estes ainda vêm quentes e capazes de provocar danos.

Condições meteorológicas mínimas
A velocidade do vento deve ser inferior a 9m/s; em local urbana, o limite deve ser reduzido para 5m/s; quando uma rajada exceder o limite, deve-se esperar para que a velocidade do vento baixe a um valor inferior durante 30 minutos; o s saltos devem ser realzados fora das formações nebulosas.



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