Técnicas para uma emergência – Safety Day

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Esses procedimentos devem ser feitos a grande altitude, local no espaço onde se pode errar mais e com consequencias menores.

Esses procedimentos devem ser feitos a grande altitude, local no espaço onde se pode errar mais e com consequencias menores.

São treinos simples que simulam possíveis panes no equipamento e as formas de contorna-las.

Giros:

Muitas pessoas relatam que entraram em giro após abrir seu velame principal e não conseguiram executar os procedimentos de emergência de forma e no tempo satisfatório.

A USPA sugeriu no Safety Day que fosse experimentado o seguinte procedimento:

Comande (alto) seu pára-quedas e solte os freios, verifique que não existe outro pára-quedista abaixo ou próximo, faça uma espiral para qualquer um dos lados para aumentar substancialmente a aceleração centrifuga, daí então, ainda girando, tente achar (se possível visualmente) o punho desconector e punho do comando do reserva. Claro que não é necessário fazer o procedimento de emergência (apenas simule). Segundo a USPA esse procedimento serve para você experimentar uma possível pane no equipamento, ver o seu tempo de reação e sentir as dificuldades de giro.

Tirantes:

Todo pára-quedista “experiente” sabe fazer um bom uso dos tirantes do seu equipamento (dianteiro e traseiro) seja aumentando o angulo de ataque, diminuindo o angulo de ataque, para fazer curvas, etc, etc, etc.
Mas quase todo pára-quedista “iniciante” não sabe que é possível utilizar os tirantes para navegar em uma emergência. É preciso levar em consideração a experiência do atleta (não deve ser usado pôr iniciantes), o tamanho do velame (velames pequenos necessitam de muito freio no momento do pouso) e qual o velame (em um reserva pode ser a única opção) altura onde se encontra (quando não mais tempo útil para se desconectar) A USPA sugere as seguintes experiências:

1- Comande (alto) seu pára-quedas e sem soltar os freios utilize os tirantes (dianteiros e traseiros) para navegar seu pára-quedas, puxe gentilmente o tirante (dianteiro ou traseiro) do lado para o qual você quer virar, você vai sentir que o pára-quedas obedece de forma diferente do que se utilizasse os batoques, mas em uma emergência (como quebra de linhas direcionais) pode ser muito útil. Tente virar seu pára-quedas também mudando seu ponto de equilíbrio no harnes.

2- Repita o procedimento 1 mas com os freios desfeitos, experimente o flare com os tirantes traseiros.

Desconexão:

Treinamos, treinamos e treinamos em terra, somente com o harnes ou em equipamento suspenso a tal da desconexão, mas só quem comandou um reserva sabe a força necessária para puxar o desconector. a USPA sugere que você pegue seu equipamento, com o velame principal do lado de fora e desdobrado e peça para alguém puxar o conjunto de linhas de forma que elas fiquem esticadas, tensionando todo o sistema 3 argolas/desconector, com as linhas tencionadas e esticadas você puxa o punho desconector e experimenta sua primeira desconexão em terra, sente a força necessária para a desconexão (em escala um pouco menor)!!! Não esqueça de desarmar o Stevens/RSL senão a experiência pode ser um pouco traumática.

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Abraços,
Mau

Retirado do Manual da USPA Safety Day

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