Desenvolvendo o sit fly – Como voar para trás

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A partir da posição padrão (hover), movimentando levemente o peito para frente e a pélvis para trás, conseqüentemente tem-se maior exposição ao vento na parte da frente do corpo, o que ocasiona um deslocamento horizontal para trás.

O aumento da superfície corporal total nesse movimento não é tão significativo quanto no movimento para frente, que acabamos de ver e, portanto, não é preciso compensar com menor abertura de pernas para se manter no mesmo nível. Na maioria das vezes, apenas correções bem sutis nesse sentido são suficientes.



Pernas: Como na posição padrão do sit fly no hover, pernas abertas lateralmente e aproximadamente na mesma largura dos ombros. As coxas devem estar flexionadas também, como no vôo no hover. O ângulo formado entre a pélvis e a coxa não deve ser inferior a 90º. O joelho deve ficar levemente abaixo da linha da coxa e pélvis em até 90º. A parte inferior da perna deve ficar perpendicular à coxa, mas não paralela ao tronco, pois se isso acontecer, os calcanhares ficarão atrás dos joelhos, o que resulta em uma posição pouco estável.

Pés: Deixar as solas voltadas para o vento, perpendiculares à parte de baixo da perna. É importante lembrar que os pés devem estar alinhados à perna toda, ou seja, nem mais para dentro ou para fora. E conforme exposto no parágrafo acima, os calcanhares devem ser mantidos abaixo dos joelhos, nunca na frente ou atrás.

Braços: Como na posição do sit fly no hover, os braços devem estar abertos, levantados na altura do ombro, cotovelos levemente flexionados e colocados um pouco atrás da linha do tronco e levemente acima da linha das mãos. As mãos devem ficar com os dedos estendidos e agora um pouco mais à frente da linha do tronco do que na posição do sit fly no hover, de forma que possam ser vistas claramente com nossa visão periférica.



Tronco e pélvis: O peito deve acompanhar o movimento da pélvis, que deve ser projetada para trás. Assim, na medida em que a pélvis é colocada para trás, coloca-se o peito para frente. Dessa forma, a exposição ao vento agora se dá na parte dianteira do corpo, concentrada no peito, o que acarretará no movimento desejado para trás.

Cabeça e pescoço: Com o peito para trás, costas expostas ao vento, se o pescoço e a cabeça forem alinhados com o tronco não será possível olhar diretamente para frente. Assim, ambos devem ser posicionados de forma que a pessoa ou a referência à frente continue no campo de visão, sem que isso afete a simetria apresentada pelo conjunto tronco e pélvis

Texto: Cláudio Knippel
Fonte: AirPress #142

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