A Técnica das Asas Insufláveis (Ram Air Canopy) – Velames de alta

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Estas asas são assunto muito sério, por se revestirem de características muito especiais que transformaram radicalmente a forma de praticar e sentir o paraquedismo moderno. Com elas a emoção continua para além da queda livre, podendo-se voltear e picar em direcção ao solo e atingir velocidades impensáveis. Daí o bom senso e a atenção permanente a nós e aos que nos rodeiam, pois tais velocidades exigem sempre mais reflexos e precauções. Se pensarmos que algumas asas, em determinadas situações, atingem fácilmente 90 Km/h de velocidade própria, poderemos imaginar o perigo de dois paraquedistas voando um para o outro, ou um choque com um obstáculo .

Elas exigem uma nova forma de abordar o voo e sobretudo a aterragem e, consequentemente, a alteração de alguns hábitos que antes eram bons e agora são perniciosos, tais como finais a meio travão, bombeamento dos manobradores, voltas alternadas bruscas que podem provocar torções de cordões irrecuperáveis e de consequências desastrosas a baixa altura.

Estas asas são assunto muito sério, por se revestirem de características muito especiais que transformaram radicalmente a forma de praticar e sentir o paraquedismo moderno. Com elas a emoção continua para além da queda livre, podendo-se voltear e picar em direcção ao solo e atingir velocidades impensáveis. Daí o bom senso e a atenção permanente a nós e aos que nos rodeiam, pois tais velocidades exigem sempre mais reflexos e precauções. Se pensarmos que algumas asas, em determinadas situações, atingem fácilmente 90 Km/h de velocidade própria, poderemos imaginar o perigo de dois paraquedistas voando um para o outro, ou um choque com um obstáculo .

Elas exigem uma nova forma de abordar o voo e sobretudo a aterragem e, consequentemente, a alteração de alguns hábitos que antes eram bons e agora são perniciosos, tais como finais a meio travão, bombeamento dos manobradores, voltas alternadas bruscas que podem provocar torções de cordões irrecuperáveis e de consequências desastrosas a baixa altura.

Também com estas asas, especialmente as elíticas utilizadas com elevadas taxas de carga alar, acima de 1.3, começaram a aparecer outros fenómenos nas aberturas, como voltas induzidas que aceleram na fase de abertura e centrifugam o saltador, provocadas ou não por enrolamento de cordões. Motivando e por vezes a perda de controle do voo e obrigando ao o corte de suspensão. Há alguns relatos de saltadores que tiveram grandes dificultades em efectuar o corte de suspensão por motivo da força centrífuga a que estiveram sujeitos nesta situação.

Nesta asas é extraordináriamente importante quer a dobragem correcta com especial cuidado no acondicionamento dos cordões de suspensão e simetria do velame e slider, bem como na posição e equílibrio do saltador na fase de abertura. Qualquer torção ou inclinação do corpo nesta fase pode provocar rotação ou enrolamentos.

A terrível energia que lhes fornecida pela elevada carga alar, que anda normalmente acima da l libra/pé quadrado, associada ao desenho do perfil, alto AR acima dos 2.5 e aos materiais utilizados na sua concepção tais como sliders e pilotos colapsáveis, tecidos de porosidade zero e cordões microline, torno-nos autenticos bólides no espaço.
Nestas asas devemos lembrar-nos com mais pertinência dos seguintes princípios, que, no entanto são sempre válidos para qualquer asas insuflável:

1. A velocidade‚ é o elemento mais importante na sustentação. A força de sustentação aumenta com o quadrado da velocidade. Se aumentarmos para o dobro a velocidade de voo, a sustentação e a resistência ao avanço aumentam quatro vezes. Desta forma se se diminuir a resistência ao avanço aumenta-se a velocidade de voo e, logo, a sustentação, podendo-se assim, diminuir a superficie da asa, conquanto se mantenha este aumento de velocidade. Elucidativo !!!

2. Se se aumentar a àrea de uma velame em 20% a sustentação aumenta também 20%, mas a velocidade de voo reduz 9%.

3. A resistência ao avanço aumenta 8% por cada unidade de incremeto na Razão/Aspecto.

4. As condições de sustentação alteram-se de salto para salto e de dia para dia, independentemente da zona de salto e da asa que se utiliza, por motivo das condições meteorológicas.

Alterações de comportamento motivadas pelas condições ambientais

Pressão atmosférica
As condições nunca se mantêm de um salto para outro, pois os factores temperatura, altitude e humidade condicionam a pressão atmosférica e consequentemente o comportamento do velame.
Um velame terá sempre um comportamento mais seguro com uma maior pressão atmosférica. Ou seja, a uma pressão atmosférica mais elevada a asa, com um determinado peso, precisa de menos velocidade ou para a mesma velocidade menos área para obter uma sustentação adequada.
Um aumento de 8ºC na temperatura ambiente equivale a mais 1000 pés em altitude.
Por exemplo a 2000 pés de altitude a performance da asa altera 3% porque o ar é 3% menos denso.
A pressão também varia com a humidade. Quanto mais humidade menos densidade atmosférica.
Numa mesma zona de saltos as alterações devidas às diferentes condições de temperatura e humidade, no Inverno e no Verão, podem representar uma diferença de 5000 pés em altitude, podendo assim a asa perder ou ganhar 8% da sua performance.

Vento e turbulência
Também o vento e a turbulência podem alterar significativamente as condições de voo, com implicações na segurança do saltador.
O vento constante, até 9 metros por segundo, para as asas modernas e em terreno sem obstáculos não nos cria problemas de maior. Sendo apenas necessário precavermo-nos contra arrastamentos após a aterragem.

O vento inconstante, com rajadas frequentes, é extremamente perigoso, pois pode apabnhar-nos de surpresa numa manobra ou em voo normal e provocar uma perda brusca que, se for junto ao solo poderá ter consequências graves.

Como voar com turbulência e vento forte:

1.
a. velames de Baixas Performances áreas acima de 230 pés 2, Manter o velame com 20% de travamento
b. velames de Médias e Altas Performances; Manter o velame a voar sempre em velocidade máxima horizontal

2. Efectuar correcções suaves

3. Evitar colocações laterais em relação ao vento

4. Manter a velocidade própria de voo, sem travamentos bruscos, perdas ou voltas bruscas ou
em espiral que possam tirar velocidade horizontal à asa.

5. Não efectuar viragens a baixa altura

6. Nunca voar por cima, por detrás ou perto de qualquer obstáculo.

7. Nunca efectuar, a baixa altura, manobras de viragem com as tiras da frente.

Texto: Roque Santos

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