A Técnica das Asas Insufláveis – Características de vôo

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As asas de baixa performance, normalmente destinadas a alunos ou a provas de precisão. Entenda-se que “baixa performance” não quer dizer pouca técnica de utilização, mas apenas que se trata de um velame mais lenta e de características mais dóceis.
A utilização destas asas a alto nível na modalidade de precisão de aterragem reveste-se de uma técnica apuradíssima, só acessível a alguns, necessitando-se de milhares se saltos para se atingir o nível mundial.

Tais asas são em norma de grandes dimensões, entre 220 e 290 pés quadrados, de sete celulas, com uma razão/aspecto AR (Aspect Ratio) inferior a 2 (onde a sua envergadura nunca ultrapassa em duas vezes a sua profundidade), e uma ladeira de descida GR (Glide Ratio) de 2 , 2,5 a 3 por 1, o que quer dizer que em cada 2, 2,5 ou 3 metros que andam para a frente descem um metro. Podendo, contudo, quando usadas por especialistas, efectuar descidas em travamento de 0.5/1 e até menos, havendo aqui sempre o perigo de entrar em perda em virtude do grau de travamento exigido nestas circunstâncias, sempre na ordem dos 70 a 90%.

Os velames de média performance com uma razão/aspecto entre 2 e 2,5, de nove ou sete células, têm uma finesse da ordem dos 3 a 4.5. Não efectuam tão facilmente descidas verticais em travamento, mas têm mais possibilidades de aterragens em sustentação, uma maior leveza de manobradores bem como suavidade nas aberturas.

Os velames de alta performance, têm uma razão aspecto normalmente superior a 2.5, são construídas com tecido de porosidade zero, cordões em spectra, vectran ou kevlar , usam pilotos retrácteis, são usadas com uma alta taxa de carga alar, normalmente acima de 1/1, ou seja acima de uma libra de peso suspenso por cada pé quadrado de superfície (1 pé = 0,3048 m / 1 Libra = 0,453 Kg) . São normalmente construídas com 9 células embora já as haja de 7, 13, 21 etc., com paineis internos inclinados e verticais, tudo no sentido de lhes diminuir o peso, aumentar a rigidez de forma a manter ao máximo, em voo, a forma aerodinamica para que foram projectadas, reduzindo a resistência ao avanço e aumentando a sustentação. Também a sua concepção técnica no que toca aos perfis mais estreitos, por vezes biconvexos, sofreu alteração significativa iremos analisar mais em pormenor à frente. A sua razão de descida também anda na ordem dos 3,5/1.
Podem ser de construção rectangular, elíptica ou semi-elíptica.

Texto: Roque Santos

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